22 de Julho de 2026

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Violência contra Mulher - 07/07/2026

Delegada apresenta detalhes sobre prisão de professor de jiu-jítsu investigado por crimes sexuais

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Foto: Divulgação

Os empresários identificados também responderão criminalmente pelos abusos.

A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na segunda-feira (6), o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda, de 47 anos, acusado de estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), revelou que o suspeito não apenas abusava de adolescentes, mas as obrigava a manter relações com patrocinadores.

 

Segundo a delegada Mayara Magna, titular da DEPCA, o esquema ia além dos abusos cometidos pelo próprio professor. Ele atuava na exploração sexual das alunas, intermediando o contato com empresários para obter vantagens financeiras. “Uma delas ele obrigou a ir até o empresário e que ela tinha que fazer conteúdo sexual com esse empresário. Ele também angariava essas adolescentes para que pudesse ter benesse também com esses empresários.”

 

O investigado costumava oferecer as vítimas com o pretexto de que eram adolescentes recém-chegadas ao esporte. “Ele chegava a mencionar, não com essas palavras em si, mas que tinha meninas novas. Isso para ele era comum”, afirmou a delegada. Os empresários identificados também responderão criminalmente pelos abusos.

 

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Kimonos

 

Foto: Divulgação

 

Para atrair as adolescentes, Carlos prometia benefícios como kimonos e inscrições em competições, levando-as depois a motéis. Até o momento, sete vítimas foram identificadas, mas a polícia acredita que o número pode ser maior.

 

Rotas de fuga em casa

 

O suspeito estava foragido há mais de um mês, mas foi preso em sua própria casa. A delegada relatou que o imóvel tinha rotas de fuga preparadas: “Quando nós entramos na casa hoje e tentamos prender, ele pulou pra laje e de lá já tinha várias tábuas, como se fosse fugir.” O cerco montado pela DEPCA frustrou a tentativa de escape.

 

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As vítimas só denunciaram após a repercussão de outros casos de violência sexual no meio esportivo. O professor usava sua influência para intimidá-las e minimizar a gravidade dos atos. Carlos permanece em silêncio e alegou inocência informalmente, sem justificar a fuga. A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a DEPCA.

 

Fonte: com informações do Portal Marcos Santos  

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