David Almeida diz que tem ?carta de alforria? do Amazonas
O ex-prefeito de Manaus e candidato ao Governo do Amazonas do Avante, David Almeida, afirmou na segunda-feira (3 de agosto) que seu plano de governo representa a “carta de alforria” do povo amazonense. A frase de efeito, para definir o documento no evento de campanha, resumiu o tom político da cerimônia.
Embora o objetivo oficial fosse apresentar as propostas para administrar o estado, Almeida transformou o ato em oportunidade para comparar sua gestão na Prefeitura de Manaus (2021-2026) e com os quase oito anos do grupo do ex-governador Wilson Lima e do governador Roberto Cidade, ambos do União Brasil.
Ao longo de mais de meia hora de discurso, o candidato ignorou os demais adversários da disputa e dirigiu todas as críticas ao atual governo. Na avaliação dele, o Amazonas “andou para trás nos últimos oito anos”, vive um colapso em áreas como saúde, educação e infraestrutura e precisa iniciar um novo ciclo de desenvolvimento
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Alforria

Foi nesse contexto que apresentou o plano como o instrumento capaz de promover essa mudança. “Isso aqui é a carta de alforria para o desenvolvimento do Amazonas.”
Almeida afirmou que o documento reúne nove eixos estratégicos e 170 propostas, mas as detalhou. Ele utilizou a maior parte do tempo para defender os resultados obtidos durante sua administração na Prefeitura de Manaus, citando indicadores da saúde, educação, infraestrutura e mobilidade urbana como prova de sua capacidade administrativa.A principal tese do discurso foi resumida em outra frase de efeit
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“Nós não entregamos sonhos. Nós entregamos resultados. Só quem fez pode prometer mais.” Na comparação entre prefeitura e governo estadual, Almeida afirmou que Manaus saiu de 47% para 94% de cobertura da atenção básica, tornou-se sete vezes consecutivas a melhor saúde básica do país, ampliou a oferta de creches, expandiu escolas de tempo integral e executou obras estruturantes. Segundo ele, esses resultados demonstram que o mesmo modelo pode ser aplicado em todo o Amazonas.
Arrecadação
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Fotos: Divulgação
Os ataques ao governo estadual apareceram durante praticamente toda a fala. Almeida afirmou que Lima foi “o governador que mais arrecadou, o que mais gastou, o que mais endividou e o que menos entregou”. Em outro momento, afirmou que a população “não aguenta mais o terceiro mandato de Wilson Lima”, em referência ao fato de Cidade ter assumido o governo após a renúncia do aliado para disputar o Senado.A estratégia adotada no lançamento reforça o posicionamento do Avante nesta fase da campanha.
Em vez de pulverizar críticas entre os concorrentes, Almeida escolheu polarizar sua narrativa com o grupo que governa o estado desde 2019, tentando apresentar sua passagem pela Prefeitura de Manaus como vitrine administrativa para convencer o eleitor de que pode repetir os resultados no governo estadual.
O mesmo discurso foi reforçado pelos demais oradores. O prefeito Renato Magalhães Júnior (Avante) afirmou que o Amazonas encerra um ciclo de “oito anos de incompetência, descaso e abandono”. Ele defendeu uma gestão integrada entre estado e Prefeitura de Manaus. Já a candidata a vice-governadora Shádia Fraxe fez uma das poucas referências diretas ao plano de governo ao afirmar que “ele não precisa ter mil páginas; precisa funcionar”. Shádia prometeu transformar o documento em um guia de execução para áreas como saúde, regionalização do atendimento e redução das filas do Sisreg.
Fonte: com informações BNC
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