05 de Dezembro de 2025

NOTÍCIAS
Internacional - 05/11/2025

China aprova nova norma para influenciadores: 'sem diploma, sem opinião'

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Quem descumprir poderá enfrentar sanções: suspensões, bloqueio de conta, até multas de cerca de 100?000?yuans (aproximadamente) foram mencionadas.

A China introduziu uma nova diretriz normativa segundo a qual criadores de conteúdo que abordem temas considerados “sérios” — como medicina, saúde, direito, finanças ou educação — devem possuir prova de qualificação (diploma, licença profissional ou certificado).

 

Plataformas como Douyin, Weibo e Bilibili ficaram incumbidas de verificar essas credenciais antes de permitir que os influenciadores publiquem esse tipo de conteúdo. Além disso, os conteúdos devem ter fontes visíveis, mencionar se foram criados por IA, e os anúncios em áreas de saúde/bem?estar foram fortemente restringidos. Quem descumprir poderá enfrentar sanções: suspensões, bloqueio de conta, até multas de cerca de 100?000?yuans (aproximadamente) foram mencionadas.

 

Veja também

 

Diálogo na infância molda os adultos do futuro

Jovem acorda de coma, faz revelação surpreendente e morre

Por que isso está sendo feito

 

 

 

Oficialmente, o motivo declarado é combater a desinformação e proteger o público de conselhos ou orientações liberais — ou mesmo enganosas — vindas de pessoas sem formação técnica ou profissional adequada. Além disso, essa medida se insere em uma tendência maior do governo chinês de regular com mais rigor o universo dos influenciadores digitais, da transmissão ao vivo, do marketing de influência e da produção de conteúdo online.

 

Para os influenciadores:

 


Aqueles que comentavam sobre finanças, saúde ou direito sem formação podem ter que parar ou procurar certificação. Pode haver maior formalidade no conteúdo produzido e possivelmente um “filtro” à entrada de criadores amadores nessas áreas. A propaganda e promoção de produtos de saúde/ bem?estar ficam mais contidas.

 

Para as plataformas:

 

 

 


Responsabilidade de verificar credenciais, monitorar conteúdos, rotular anúncios ou conteúdos feitos por IA. Potencial aumento de custos de moderação e verificação. Possível mudança no tipo de influenciador que prospera: mais “especialistas” e menos “celebridade geral”.

 

Para os espectadores/consumidores de conteúdo:

 

 

 


A expectativa é que o conteúdo sobre temas “sérios” venha de fontes mais qualificadas. Em contrapartida, pode haver menos diversidade de vozes, menos espontaneidade de criadores independentes. Dependendo da aplicação, pode haver sensação de controle excessivo ou limitação da liberdade de expressão.

 

Alguns analistas alertam que, embora a medida tenha objetivo legítimo (reduzir desinformação), ela também pode servir como mecanismo de controle estatal sobre o debate público e a produção de opinião. Há o risco de que “qualificação” se torne critério excessivamente formal, fechando o canal para vozes que têm experiências práticas, mas não diplomas. A implementação prática ainda levanta dúvidas: como será verificada a formação, quem decide o que é qualificação “suficiente”, qual será o padrão mínimo?

 

Influenciadores estrangeiros ou de fora das plataformas chinesas podem se ver excluídos ou encontrar meios alternativos — isso pode levar a questões de competitividade ou fuga de criadores para outros meios. A regulamentação não vem de um vazio. Desde 2020, a China já adotou normas como as Provisions on the Governance of the Online Information Content Ecosystem, em que o governo define escopo de “conteúdo online como objeto de governança”, visando valores oficiais e controle de narrativas. Na área de marketing de influência, a legislação como a Advertising Law of the People’s Republic of China (CAL) e as “Measures for the

 

Administration of Internet Advertising”

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 


já impõem deveres de transparência, verificação de anúncios disfarçados, responsabilidade de plataformas. A campanha chinesa contra ostentação de riqueza ou influenciadores que mostram estilos de vida extravagantes também está ligada: por exemplo,contas banidas após promoverem luxo exagerado.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

A nova norma chinesa marca uma guinada significativa no controle sobre a economia de influência e sobre conteúdos digitais em temas sensíveis. É uma medida que vai além de simples regulação de anúncios: atinge diretamente a legitimidade que um criador precisa ter para opinar ou informar. Para quem atua em comunicação, mídias digitais ou advocacy, esse movimento ilustra bem o tensionamento entre liberdade de expressão e responsabilidade informacional — um tema que tem se tornado cada vez mais global.
 

 

Portal Mulher Amazônica

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2025. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.