Dos 62 municípios do Estado, três estão em situação de emergência, dez em estado de alerta e 13 em estágio de atenção
A cheia dos rios do Amazonas está no terceiro mês e já provocou três declarações de emergência nos municípios de Boca do Acre, Eirunepé e Itamarati, localizados nas calhas dos rios Purus e Juruá. Segundo a Defesa Civil do Amazonas, o governo tenta se antecipar ao período do pico da cheia, que deve ocorrer nas próximas semanas, impulsionada pelas chuvas acima da média na região.
À reportagem, o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais informou ainda que dez municípios estão em estágio de alerta: Canutama, Carauari, Envira, Guajará, Ipixuna, Juruá, Lábrea, Pauini e Tapauá. Outros 13 se encontram em nível de atenção: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Humaitá, Jutaí, Maraã, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé e Tonantins.
Isso coloca quase metade dos municípios do Amazonas em algum nível de necessidade diante da cheia de 2026. Segundo o último boletim de monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), divulgado na terça-feira, o acumulado de chuvas na região do rio Juruá foi de 252 milímetros entre 11 de janeiro e 9 de fevereiro, estando dentro da média.
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Por outro lado, o curso principal do rio Solimões e a bacia do rio Purus estão entre os maiores valores acumulados de chuva, ficando acima da média para o período. No curso principal, o acumulado foi de 270 milímetros e no Purus, 274 milímetros.
A Defesa Civil do Amazonas destacou que o governo reuniu o comitê permanente na última semana para antecipar as medidas de apoio humanitário e estruturar a resposta antes do pico da enchente. O governador Wilson Lima (União) afirmou que já estão sendo preparados itens como “cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além do reformo na saúde” para os municípios que já declararam emergência. O monitoramento hidrológico aponta que as nove calhas de rios já estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média, principalmente, nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas. A estimativa é de impacto direto em 35 municípios, alcançando cerca de 173 mil famílias e mais de 690 mil pessoas.
Capital
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Fotos: Reprodução/Google
Enquanto no interior o processo de enchente põe o governo em alerta, na cidade de Manaus a situação pode se tornar preocupante em breve. O boletim do SGB aponta que a subida do nível do rio Negro nas últimas semanas não só ficou acima da média como superou a margem de permanência em fevereiro.
“Na prática, significa que se as cotas atuais estiverem fora desta faixa, é um momento de atenção, pois podem indicar, para valores acima da faixa, um processo de cheia expressivo”, aponta o documento. Dados do Porto de Manaus consultados pela reportagem de A CRÍTICA mostram que o rio Negro já sumiu 1,04 metros entre 1º e 12 de fevereiro, acima de todo o acumulado de janeiro, o qual foi de 83 centímetros. Nesta quinta-feira, o rio havia subido sete centímetros, atingindo a marca de 23,88 metros.
Nesta mesma data em 2025, o nível das águas se encontrava em 22,35 metros, mas a intensidade da cheia havia diminuído após uma forte alta no mês anterior. No ano da cheia histórica de 2021, o rio havia subido 63 centímetros entre 1º e 12 de fevereiro, mas já se encontrava em 25,06 metros. A reportagem procurou o Serviço Geológico do Brasil para verificar se existe a possibilidade de uma nova cheia histórica no Amazonas. Em resposta, a autarquia afirmou que “as previsões serão informadas em 31 de março de 2026, durante o primeiro Alerta de Cheias”.
Fonte: com informações Acrítica
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