Carla Sarrazin não veio da fábrica. Seu chão é a vida.
Por Lúcio Carril - A operária é formada no chão de fábrica. É na linha de produção que vive a experiência do duro labor. Lá estão seus amigos e amigas, todos em pé de igualdade, em movimentos autômatos. Lá estão seus semelhantes, seus camaradas.
Carla Sarrazin não veio da fábrica. Seu chão é a vida. Sua vida foi construída na realidade impensada da adolescente que se fez mulher pelos desígnios nunca imaginados.
Nesse compasso, o descompasso da esposa jovem e a experiência de mãe muito cedo. Seguiu firme, pois ninguém nasce mulher, se constrói mulher. O seu tempo foi da coragem e sequer sabia que a vida lhe reservaria desafios inimagináveis.
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Foto: Divulgação
Viúva, sem ter patavina para criar três filhas e um neto, nunca esmoreceu. A mulher-mãe assumiu o destino posto e, mais uma vez, teve que viver nova vida, num chão desconhecido, o da sobrevivência e responsabilidade por quatro vidas.
O tempo mostrou que Carla é maior do que a tempestade. Ela é banzeiro forte, cabocla criada cercada pelo Rio Amazonas, onde o encanto se faz realidade e o canto é a toada da sua gente.
Carla representará bem as mulheres do Partido dos Trabalhadores. As mulheres criadas no chão de fábrica e no chão da vida. Ela é mais do que uma bandeira, é a própria resistência feminina.
Lúcio Carril - Companheiro da Carla Sarrazin e militante do PT
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