13 de Dezembro de 2025

NOTÍCIAS
Direitos da Mulher - 31/10/2025

Brasil avança proposta de licença menstrual e se aproxima de modelos internacionais

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Proposta para trabalhadoras com sintomas severos do ciclo menstrual segue para análise do Senado e aproxima o Brasil de políticas já adotadas em países como Espanha e Japão

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 28, o projeto que cria uma “licença menstrual” de dois dias por mês para mulheres que enfrentam sintomas severos associados ao ciclo menstrual. A proposta, parte do pacote da bancada feminina voltado à saúde da mulher, segue agora para análise do Senado. O texto determina que o afastamento seja garantido mediante laudo médico, e o benefício se aplica também a estagiárias e empregadas domésticas.

 

O projeto, apresentado pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e relatado pela deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), inicialmente previa três dias de afastamento, mas o período foi reduzido para até dois dias consecutivos sem prejuízo salarial. Durante a sessão, Marcivania destacou: “Este projeto não é sobre conforto e, muito menos, privilégio. É sobre dor, dor real, dor incapacitante”.

 

Segundo ela, a proposta reconhece a necessidade da norma para assegurar a igualdade de gênero e que as trabalhadoras têm dificuldades para desempenhar as funções por causa de cólicas, enxaquecas ou fadiga intensa gerada pelo ciclo menstrual.

 

Veja também

 

Congresso aprova medida que autoriza convocação de novos policiais militares

Saiba como conseguir autorização para retirar absorventes gratuitos

Como funciona a licença menstrual pelo mundo

 

 

A decisão coloca o Brasil no radar de um debate que já vem ganhando força internacionalmente. O primeiro registro de licença menstrual data de 1922, na antiga União Soviética (atual Rússia). No Japão, a lei foi instituída em 1947, permitindo que mulheres que sentissem dores incapacitantes se afastassem do trabalho sem limite de dias, mas sem remuneração. A adesão, porém, é baixa: dados do governo indicam que apenas 0,9% da força de trabalho feminina solicitou o benefício entre abril de 2019 e março de 2020, em grande parte devido ao estigma social associado à licença.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Na Coreia do Sul, mulheres têm direito a um dia de folga não remunerada por mês, enquanto a Indonésia prevê até dois dias de licença menstrual desde 2003, com variação de aplicação entre as empresas. Já Taiwan concede três dias remunerados por ano, que se somam à licença médica comum caso tenham que ser estendidos.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Na Espanha, o país se tornou em 2023 o primeiro da União Europeia a instituir a licença menstrual como afastamento médico pago. Mulheres com cólicas severas, endometriose ou outros distúrbios menstruais podem se ausentar entre três e cinco dias, mediante prescrição médica. Outros exemplos incluem a Zâmbia, onde o benefício é conhecido como “Mother’s Day” e garante um dia de descanso mensal sem necessidade de justificativa, e o estado de Karnataka, na Índia, que recentemente aprovou 12 licenças menstruais anuais para mulheres em todos os setores. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2025. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.