Estamos às vésperas de uma eleição geral. Somos a maioria do eleitorado brasileiro (53%), o que nos torna, nós mulheres, protagonistas do processo eleitoral.
Por Maria Santana Souza - É esse o sentimento que deve nos nortear, nós, mulheres. Não chegamos até aqui para fazer o bailado do caranguejo. É para frente que devemos caminhar, é para frente que a dança toma ritmo.
Estamos às vésperas de uma eleição geral. Somos a maioria do eleitorado brasileiro (53%), o que nos torna, nós mulheres, protagonistas do processo eleitoral. Uma escolha errada e o bailado do caranguejo iniciará, com dança macabra e derrapante, levando todas nós ao retrocesso.
Nossas conquistas não podem se diluir como água virando vapor. Já experimentamos recentemente o horror do fascismo ou o aceno desse segmento político nocivo. Jornalistas, artistas, mulheres negras, mulheres do povo eram tratadas com o desprezo machista abjeto e repugnante.
Veja também

Na reta final da decisão: Mulheres do Amazonas convocam grande encontro em Defesa do Futuro
.jpeg)
Não podemos correr o risco de um retrocesso novamente. Foram mais de um século de luta para chegar até aqui e ainda não alcançamos a plena emancipação. A extrema-direita já fala que mulher não sabe votar e que não merece esse direito. Não se trata de um arroubo fascista, mas de uma ameaça real.
.jpeg)
Não podemos permitir que o retrocesso civilizatório se torne realidade. Somos maioria e temos a responsabilidade histórica de não permitir que o fascismo invada nossas casas e nos tire os direitos conquistados com sangue e suor de mulheres de fibra, guerreiras que deram a vida para chegar onde chegamos.

Só para relembrar, nas primeiras décadas do século XX, a mulher sequer tinha o direito de ter um CPF sem a autorização do seu marido. Viajar? Apenas acompanhada. Bens matérias? Mulheres não tinham direito. A violação da dignidade era permitida por lei. Sequer existíamos como seres humanos. O gênero masculino era usado para se referir a toda espécie humana.
Esses tempos passaram, não sem muita luta
.jpeg)
Esses tempos não estão totalmente sepultados. Novas ameaças nos rondam. A violência contra a mulher não foi enterrada. Ainda a enfrentamos todos os dias. Mas agora temos a lei do nosso lado. A luta agora é para fazer da lei realidade. Não estamos posicionadas contra a ordem. É o homem agressor e a sociedade patriarcal, com seus valores anticivilizatórios, que estão contra as leis.
Não podemos correr o risco de entregar o Estado brasileiro nas mãos da extrema-direita misógina, machista e feminicida. Seria um retorno às trevas.

Somos a maioria do eleitorado brasileiro. Temos o poder em nossas mãos, o voto. É preciso usar essa arma da democracia para garantir avanços nas nossas conquistas. Temos que ter políticas públicas mais eficientes contra o feminicídio e contra toda violência que enfrentamos. É preciso garantir a democracia como regime político e escolha civilizatória para avançar nas nossas propostas de igualdade e pleno direito como seres humanos.
Um passo falso e tudo irá por água abaixo

Fotos: Reprodução/Google
Mas não cometiremos nenhum erro. Já caminhamos até aqui e não haverá retrocesso. Vamos garantir a democracia e o avanço da nossa luta
Maria Santana Souza,
Editora Executiva e Analista Política do Portal Mulher Amazônica.
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.