Com a sessão sobre Alexandre de Moraes ainda mantida por Fachin, posição de Cármen Lúcia e do presidente do STF viram chave para o resultado
À medida que se aproxima o julgamento de Alexandre de Moraes, marcado para esta terça-feira (15/9), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começam a fazer as contas dos votos. Até agora, Edson Fachin não adiou a sessão, apesar das inúmeras movimentações de bastidores nesse sentido ocorridas no fim de semana.
Gilmar Mendes cobrou acesso a um processo que permanece sob sigilo no gabinete de André Mendonça. Cristiano Zanin entrou na fila dos pedidos dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O julgamento decidirá o destino do relatório da Polícia Federal (PF) que revelou as mensagens entre Moraes e Vorcaro.
O plenário do STF analisará a validade do relatório da PF e decidirá se as informações poderão embasar investigação contra Moraes ou se o procedimento deverá ser anulado, como pediu a Procuradoria-Geral da República (PGR). Pelas avaliações feitas dentro do tribunal, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux devem votar contra Moraes. A leitura leva em conta principalmente as posições assumidas pelos três na guerra de decisões dos últimos dias.
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Do outro lado, Moraes, que não participará da votação, deverá contar com os votos de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, enquanto Dias Toffoli, impedido, não deve votar. Isso, se ele for mantido afastado dos casos do Banco Master. A assessoria da Corte não confirma que ele estará fora da votação, mas a tendência é que esteja. Diante desse confuso quadro, o placar está, portanto, 3 a 3 nas contas iniciais.

Fotos: Reprodução/Google
A principal incógnita é Cármen Lúcia. Ninguém no Supremo arrisca dizer como a ministra votará. Reclusa nos últimos dias, ela não deu sinais claros sobre sua posição. Fachin também poderá votar. A expectativa no tribunal, porém, é que o presidente procure se reservar para uma eventual situação de empate.
Fote: com informações Metrópoles
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