10 de Outubro de 2026

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Mulher em pauta - 22/08/2026

Álcool e amamentação: o que toda mãe precisa saber

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Foto: ReproduçãoGoogle

No Agosto Dourado, CISA alerta que o álcool passa para o leite materno e pode interferir tanto na amamentação quanto no cuidado com o bebê

Amamentar e consumir bebidas alcoólicas já é, por si só, um tema cercado de dúvidas e mitos. No Agosto Dourado, campanha dedicada à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, essas questões ganham ainda mais importância.

 

“A recomendação mais segura é não consumir álcool durante a lactação. Mas não se deve julgar ou culpabilizar a mãe, e sim ajudá-la a entender como a substância funciona no organismo e quais escolhas podem reduzir os riscos para ela e para o bebê, no caso de uma eventual ingestão”, orienta Natalia Haddad, psiquiatra e presidente do CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, referência nacional no tema.

 

Para isso, confira as respostas do CISA para seis dúvidas comuns sobre o tema:

 

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1. O álcool passa para o leite materno?

 

 

Sim, o álcool presente no sangue da mãe passa para o leite materno, e sua concentração no leite acompanha de perto a concentração no sangue da mãe. Os níveis costumam atingir o pico entre 30 e 60 minutos após o consumo, embora esse intervalo possa variar conforme a quantidade ingerida, a presença de alimentos no estômago, o peso corporal e o metabolismo individual.

 

2. É verdade que cerveja aumenta a produção de leite?

 

Não. O álcool inibe a ocitocina, hormônio responsável pela descida do leite. Sem a descida adequada, o leite não chega ao bebê, que acaba bebendo menos. Ou seja, o efeito prático é o inverso do que o mito sugere. O que melhora a produção do leite é o consumo de água por parte da mãe e, quanto mais o bebê mama, mais leite será produzido.

 

3. O que pode acontecer com o bebê se ele ingerir o álcool presente no leite materno?

 

 

O organismo do bebê ainda está em desenvolvimento e tem capacidade limitada para metabolizar o álcool. Por isso, muita atenção, especialmente quando o consumo de álcool materno é elevado ou frequente. Estudos relatam que a ingestão de leite contendo álcool pode alterar temporariamente o comportamento e o sono do bebê, além de reduzir a quantidade de leite ingerida pelo bebê nas horas seguintes ao consumo. Em geral, o bebê compensa nas mamadas posteriores, mas, se o uso de álcool pela mãe é frequente, essa redução pode interferir no ganho de peso.

 

4. Quanto tempo é preciso esperar para amamentar depois de beber?

 

Não existe um intervalo único que sirva para todas as mulheres, porque a eliminação do álcool varia conforme fatores individuais e a quantidade consumida. Entidades médicas orientam aguardar de duas a três horas para cada dose de álcool consumida. Uma estratégia possível, caso a mãe decida consumir álcool, é amamentar antes de beber e, quando necessário, ter leite previamente ordenhado disponível para o período de espera. Outra informação importante é que ordenhar e descartar o leite não acelera a eliminação do álcool.

 

5. Tudo bem beber cerveja sem álcool?

 

Fotos: Reprodução/Google

 

“Sem álcool” não significa necessariamente ausência absoluta de álcool. Algumas bebidas classificadas dessa maneira podem conter pequenas quantidades, por isso vale conferir as informações do rótulo.

 

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6. E se a mãe beber: quais cuidados podem reduzir os riscos?

 

A primeira recomendação é que se abster de álcool é a opção mais segura durante a amamentação. Mas, caso a mulher opte por consumir eventualmente, algumas medidas podem reduzir a exposição do bebê, como: amamentar antes de consumir a bebida, evitar grandes quantidades de álcool, planejar a ingestão considerando o intervalo até a próxima mamada, ter leite previamente ordenhado disponível, se necessário, e não cuidar do bebê enquanto estiver sob efeito do álcool. A presidente do CISA lembra, por fim, que sob efeito do álcool, a mãe ou outro cuidador podem ter a atenção, julgamento, reflexos e capacidade de resposta comprometidos. Por isso, nesses casos, um adulto sóbrio deve assumir os cuidados com o bebê.

 

Fonte: com informações do Portal Mariana Kotscho 

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