As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro e, historicamente, carregam em seus ombros o peso mais severo das crises econômicas, da vulnerabilidade social e das profundas desigualdades regionais
Por Maria Santana Souza - As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro e, historicamente, carregam em seus ombros o peso mais severo das crises econômicas, da vulnerabilidade social e das desigualdades regionais. Quando analisamos os motivos que levam a maior parcela do eleitorado feminino a se posicionar firmemente ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a resposta ultrapassa a mera simpatia partidária: trata-se de um alinhamento com ações concretas que transformaram vidas e reestruturaram a dignidade das famílias.
Para compreender a profundidade desse apoio, vale recorrer à sensível e cirúrgica análise da psicóloga clínica Carol Oliva, especialista no atendimento ao público feminino. Em manifesto recente, a profissional trouxe à tona uma verdade frequentemente negligenciada pelos analistas tradicionais: política pública, bem-estar social e saúde mental estão intrinsecamente interligados. Como observadora da realidade das mulheres nortistas e amazônidas, vejo esse diagnóstico se repetir diariamente nas comunidades urbanas, ribeirinhas e periféricas da nossa região.
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No dia a dia do consultório e das vivências comunitárias, relatos contínuos de ansiedade, exaustão, medo crônico e profunda falta de perspectiva são o reflexo direto de carências materiais. Como bem aponta Oliva, seria uma ilusão tentar tratar o sofrimento psíquico de forma isolada, ignorando as condições materiais de existência. O próprio Ministério da Saúde reconhece o impacto devastador que os fatores sociais, políticos e econômicos exercem sobre a mente humana.
É sob esse prisma que os governos de Lula ganham contornos de urgência social. Para uma mãe de família, colocar comida na mesa, ver um filho ingressar na faculdade ou conseguir a casa própria não são apenas conquistas econômicas; são os verdadeiros pilares da estabilidade emocional e da paz familiar. A consolidação de programas estruturantes ao longo das gestões petistas atacou diretamente as maiores fontes de angústia das mulheres brasileiras:
Segurança Alimentar e Moradia
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O Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida retiraram milhões da extrema pobreza, oferecendo teto e subsistência às chefes de família.
Acesso à Saúde e Inclusão
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O Farmácia Popular e o Brasil Sorridente universalizaram o acesso a remédios e tratamentos básicos, enquanto o Luz para Todos levou dignidade ao interior do país e às comunidades isoladas da Amazônia.
Mobilidade Social

O ProUni rompeu barreiras ao permitir que jovens periféricas fossem as primeiras de suas famílias a conquistar um diploma de ensino superior.
Avanços Históricos na Saúde Mental Coletiva
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O apoio das mulheres também se justifica pelo avanço direto na rede de cuidado psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, a saúde mental deixou de ser tratada como um tabu ou caso de isolamento para se tornar política de Estado humanizada.
A expansão expressiva da rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e a criação do programa De Volta para Casa devolveram a cidadania a milhares de cidadãos. Em 2011, a instituição da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) integrou a atenção básica, os Consultórios na Rua e os leitos em hospitais gerais, estruturando uma malha de acolhimento essencial para acolher as demandas das camadas mais vulneráveis — onde as mulheres, novamente, figuram como as principais cuidadoras.
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Estabilidade Democrática e InstitucionalAlém do estômago cheio e do acolhimento psicológico, o eleitorado feminino compreende que o bem-estar e o planejamento do futuro exigem estabilidade institucional. A democracia não pode ser tratada de forma abstrata. O compromisso documentado de Lula em defesa da Constituição e das instituições republicanas, em oposição direta às investidas autoritárias que culminaram nos atos golpistas de 8 de janeiro, oferece a previsibilidade de que o país precisa para seguir avançando.

A justiça e a responsabilização criminal daqueles que atentaram contra o Estado Democrático de Direito — cujas condenações definitivas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com trânsito em julgado pacificaram o cenário institucional — são vistas como passos indispensáveis para a cura do tecido social do Brasil.
Conclusão: Um Voto por Dignidade e Perspectiva

Fotos: Reprodução/Google
O posicionamento de mulheres, mães, trabalhadoras e analistas reflete a consciência de que não há saúde mental sem condições dignas de vida. O apoio massivo das mulheres à reeleição do presidente Lula se ancora na memória viva de um projeto que substituiu o medo pela esperança, trocou a exaustão pela perspectiva de crescimento e transformou o sofrimento em conquistas palpáveis. Estar com Lula é, acima de tudo, escolher a proteção da vida, da mente, do nosso território e da democracia.
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Maria Santana Souza,
Analista Política e Diretora Executiva do Portal Mulher Amazônia
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