Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas implementaram um sistema visual para rotular e estigmatizar os prisioneiros, usando triângulos de tecido costurados aos uniformes.
Aron Löwi era um judeu polonês, nascido em Dulowa em 15 de abril de 1879. Comerciante por profissão, era casado com Baila (nascida Hauptschein) e, na época de sua prisão, residia em Zator.
A prisão ocorreu em um local indeterminado; posteriormente ele foi transferido da prisão de Tarnów — em um grupo de 26 pessoas — para Auschwitz, onde entrou em 5 de março de 1942 e foi registrado com o número de prisioneiro 26406. Apenas cinco dias depois da chegada ao campo, Löwi morreu aos 62 anos de idade. Ele visivelmente debilitado e com hematomas, é um testemunho humano brutal da violência sofrida antes mesmo de sua entrada no campo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas implementaram um sistema visual para rotular e estigmatizar os prisioneiros, usando triângulos de tecido costurados aos uniformes.
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Sistema principal de cores (triângulo invertido):
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Foto: Reprodução/Google
• Vermelho: prisioneiros políticos, incluindo opositores do regime nacional-socialista (como comunistas e socialistas) — frequentemente poloneses.
• Verde: criminosos habituais, geralmente alemães.
• Preto: “associals” — grupo arbitrário que incluía ciganos (Roma), pessoas com deficiência, viciados, mendigos, prostitutos, entre outros.
• Roxo: Testemunhas de Jeová e outros grupos religiosos pacifistas.
• Rosa: homossexuais masculinos (homens que eram perseguidos com base no parágrafo 175 do código penal alemão).
Identificação de judeus:
Judeus eram destacados com triângulo amarelo em forma de Estrela de Davi, ou combinados com outro triângulo para indicar dupla categoria (por exemplo: político judeu).
O breve e devastador relato de Aron Löwi é um exemplo trágico de como vidas eram apagadas rapidamente sob o terror nazista. Sua ficha, seu número 26406 e seu rosto machucado trazem à tona a realidade brutal enfrentada. O sistema de triângulos coloridos reforçava um rigoroso mecanismo de hierarquia e humilhação institucionalizada, com diferentes cores sublinhando os grupos perseguidos — especialmente os judeus, que eram colocados num patamar ainda pior dentro dessa sistemática desumana.
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